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Wozniak, Facebook, Twitter e Microsoft apoiam decisão da Apple contra o FBI

19 de fevereiro de 2016

A Apple recebeu mais reforços em sua posição contra o FBI na batalha pela criptografia do iPhone: Steve Wozniak, Facebook, Twitter e até a Microsoft se manifestaram à favor da empresa.

Wozniak, co-fundador da Apple, foi o mais exaltado dos apoiadores, ao ser entrevistado para a rede de televisão CNBC: “você não pode confiar em quem está no poder”.

Para ele,  o “reconhecimento da marca Apple e seu valor e seu faturamento estão largamente baseados em um item chamado confiança”. Wozniak acredita que o caso de San Bernardino e a quebra do iPhone 5C apreendido tem pouco a ver com terrorismo e que a criação de uma “porta dos fundos” para a encriptação do dispositivo seria um erro, que o recurso poderia parar na mão de nações inimigas.

Apesar de estar seguro de que a Apple tomou a atitude correta ao desafiar a exigência do FBI, Wozniak tem dúvidas se a empresa conseguiria vencer essa batalha nos tribunais.

Enquanto isso, a Microsoft indiretamente se posicionou do lado da rival no debate. Sem citar nomes, Brad Smith, chefe do departamento legal da Microsoft compartilhou no Twitter (e foi retuítado pelo CEO Satya Nadella) uma declaração do grupo Reform Government Surveillance (RGS), do qual a empresa faz parte. A entidade visa combater as práticas de espionagem e monitoração dos cidadãos denunciadas recentemente.

Na declaração republicada por Smith, consta que a RGS acredita “ser extremamente importante deter terroristas e criminosos e auxiliar as forças da lei processando ordens legais por informações a fim de nos manter todos seguros. Mas empresas de tecnologia não deveriam ser exigidas para construirem portas dos fundos para tecnologias que mantém as informações de seus usuários seguras”.

O Facebook publicou uma declaração referente ao caso, também sem citar a Apple ou o FBI, mas condenando a posição do governo: “nós iremos continuar a lutar agressivamente contra requerimentos para empresas de enfraquecer a segurança de seus sistemas. Essas demandas criariam um precedente assustador e obstruiriam os esforços das empresas de proteger seus produtos”.

Jack Dorsey, CEO do Twitter, preferiu a abordagem direta e afirmou com todas as letras “Nós estamos com @tim_cook e a Apple (e obrigado a ele pela liderança)!”. Em seguida, Dorsey usou a própria rede social para enviar um link para a carta aberta da Apple.

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