Compartilhamentos 0 Views

8 Clichês ridículos de Hollywood sobre o mundo da tecnologia

30 de novembro de 2017

Você está ali curtindo seu cineminha (e o ingresso não é mais tão barato como era antigamente), comendo uma pipoquinha (que também não é mais tão barata como era antigamente), tomando seu refrigerante (que também… ok, você já entendeu) e de repente acontece.

Aquela cena. Aquela cena ridícula que faz você cuspir o refrigerante, engasgar com a pipoca, xingar o cinema e querer esganar o roteirista idiota que não tem a menor noção como o mundo da tecnologia funciona.

Fica tranquilo, todos nós já passamos por isso e tenha a certeza que todas as outras cenas que não te revoltam estão irritando também jornalistas, mecânicos, professores, advogados, policiais… esses roteiristas, hein?

Relembre agora 8 desses clichês horrorosos que dão vontade de você largar a profissão. Ou a sala de cinema.

1. Tudo é compatível

Quem trabalha todo dia com TI, principalmente em empresas grandes com um longo histórico, já passou por isso: incompatibilidade. O sistema X não conversa com Y, o programa fundamental para o funcionamento da firma não é compatível com nenhum Windows depois do XP, tem aquela máquina encostada no canto que ainda possui um drive de disquete só para ler os backups que o pessoal da contabilidade fez em 1988.

Mas no cinema? Tudo é compatível! No momento em que o protagonista cria um sistema, ele instantaneamente é capaz de conversar com qualquer máquina do planeta e até mesmo fora dele. Vírus criado em um Mac que infecta um sistema alienígena? Já foi a épica conclusão de um filme de sucesso.

2. “O” MAINFRAME

Computação distribuída? Terminais inteligentes? Botnets? Nada disso: Hollywood está estagnada nos anos 80 e no conceito do terminal burro que não serve para nada a não ser acessar O PODEROSO MAINFRAME, único no mundo, sem backups, sem redundância, sem energia de emergência, sem um mísero cluster para chamar de lar. Quando ele aparece em cena, o pessoal da IBM levanta e bate palminha no cinema, uma lágrima desce.

Para facilitar a vida do protagonista, esse O MAINFRAME comanda tudo sozinho e, uma vez desativado, todos os problemas da trama são resolvidos. Parece mágica. Comunicação ponto a ponto? Inteligência coletiva salva na nuvem? Isso é para amadores! O grande vilão mantém um único O MAINFRAME controlando sua operação. E quando ele é desativado, todos os terminais param instantaneamente de funcionar, sem o mínimo de funcionalidade nativa.

3. Secretária eletrônica

Quando foi a última vez que você viu uma secretária eletrônica fora de um filme? Ou uma fita cassete que seja? Dependendo da sua escolha, talvez nem telefone fixo você tenha mais (ou uma residência fixa, sei lá da sua vida, tem Airbnb hoje em dia).

Mas os roteiristas insistem nesse gancho: o protagonista chega em casa e ouve as mensagens que seus amigos deixaram nessa caixa jurássica. Nunca há um spam, um bot, uma oferta gravada, mas sempre tem uma revelação bombástica, uma pista para avançar a história ou um desabafo.  Ninguém usa mensagem de texto, correio de voz, um zapzap instantâneo, mas grava sua mensagem nesse artefato quase arqueológico.

4. Hackers. Todos os hackers.

Hollywood não sabe o que fazer com os hackers. O mítico hacker de capuz cobrindo o rosto entrou no nosso imaginário e não saiu mais (usamos aqui no Código Fonte, nossas desculpas sinceras), mesmo que ninguém esteja olhando o pobre coitado enquanto ele digita no computador.

Mas no cinema eles também costumam aparecer usando roupas extravagantes e coloridas e penteados chocantes como se os anos 80 nunca tivessem acabado. Isso quando não utilizam peças eletrônicas no vestuário.

E isso nem é o pior: quando o hacker de Hollywood senta para hackear, ele digita freneticamente no teclado e em questões de segundos as portas do mundo estão abertas para eles. Ninguém estuda vulnerabilidades, ninguém envia um emailzinho de phishing, ninguém escaneia uma porta para ver se está aberta, é só digitar um código qualquer (geralmente HTML).

5. Resolver a senha

Esse clichê podia ter ido junto com o tópico acima, mas claramente merece uma categoria à parte, porque não é possível, não é possível que nenhum roteirista em uma indústria inteira não tenha alguma vez na vida usado uma senha para qualquer coisa. Mas é exatamente o que parece.

Nos filmes só existem dois tipos de senhas. O primeiro tipo é uma palavra do dicionário ou o nome de uma pessoa, de preferência com algum valor emocional ligado ao dono do sistema que se deseja invadir ou mesmo com uma pista óbvia próxima do terminal. É aquela senha que não resistiria a um ataque simples de dicionário, que todos os especialistas de segurança no planeta dizem para você não usar, mas até mesmo vilões supostamente inteligentes recorrem a ela no cinema. Usar maiúsculas e minúsculas já dificultaria e muito a vida do protagonista, então esquece. Números? Símbolos? O que é isso?

Não vou nem entrar no mérito de autenticação por dois fatores ou a possibilidade do sistema bloquear depois de três tentativas. Essas coisas são inovações que Hollywood irá colocar nos filmes em 2050, quando a geração atual de roteiristas morrer de velhice e o pessoal que está nascendo agora conseguir uma vaga por lá.

A segunda espécie de senha consegue ser ainda mais inexplicável que a primeira: é uma maçaroca de letras e números e símbolos e até faz sentido do ponto de vista de segurança. Exceto por um pequeno detalhe: é possível quebrá-la um caractere por vez. Ou seja se o hacker ou protagonista descobrir que a primeira letra da senha é “b”, seu “programa” de adivinhar senha já pode partir para o caractere seguinte e continuar testando porque uma parte do trabalho já está concluído… geralmente a senha completa é “decifrada” no último segundo possível.

6. Fogo!

Todo mundo já passou por isso: o dissipador de calor do processador entope de poeira ou a ventoinha pifa e ele superaquece. O que acontece em seguida? Ele pega fogo? Ele explode? O monitor explode? Nada disso. A menos que seu sistema operacional ou BIOS seja medieval, provavelmente o computador irá apenas desligar, para evitar danos no hardware.

Mas não no cinema. Que coisa mais banal um desligamento! Nada disso. Quando um sistema falha ou é sabotado tem que haver uma reação em cadeia imediata que irá provocar a explosão da CPU inteira, lançando fagulhas para todos os lados, se espalhando pela rede, explodindo outras unidades e até mesmo o monitor e o teclado. Se até hoje Hollywood não entendeu como carros pegam fogo, não vai ser com essa modernidade chamada “computador” que eles irão aprender rápido.

7. Trabalhando com imagens

Eu lembro do meu primeiro Photoshop. A cada mudança na imagem você precisava esperar dois ou três segundos para atualizar a resposta na tela. De lá para cá, o programa melhorou horrores, meu PC também e, a menos que eu esteja trabalhando com uma imagem colossal, não há mais esse atraso. Mas ainda hoje, a imagem que está sendo gerada ainda é utilizada como um clichê em Hollywood. A impressão que dá é que estão puxando um BMP em uma conexão discada. Quando a imagem finalmente carrega com alguma revelação surpreendente, o herói já foi embora e não pode ser avisado do perigo ou do seu erro…

Mas muito pior que isso é o inverso: o clichê da ampliação infinita, a ideia que Hollywood tem que programas de imagens fazem milagres, capazes de transformar aquele JPG cheio de artefatos com 320×240 em uma fonte inesgotável de pistas. Você vai ampliando, ampliando, ampliando e, no lugar de pixels estourados, você tem uma visão nítida do que foi fotografado… quem diria que aquele arquivo de 4KB poderia ter tanta informação, não é?

8. Barra de progresso

Tudo nos filmes exige uma carga dramática. É por isso que bombas tem contador de tempo: não porque os terroristas são bonzinhos e querem dar aos mocinhos uma estimativa precisa do tempo disponível, mas para a audiência ter uma noção de que o tempo está correndo. Imagine então o sorrisão que Hollywood abriu quando encontrou as barras de carregamento em sistemas operacionais?

Então no mundo da informática dos filmes nada é instantâneo. Transferência bancária? Vai devagar, como se estivesse indo centavo por centavo para a conta corrente. Cópia de documentos Word? Barra de progresso para três arquivos de 100KB, enquanto o vilão se aproxima do escritório. Instalação de vírus? Barra de progresso, porque não basta ser hacker, tem que criar uma interface de usuário!

Bônus

Tudo nessa cena está errado. Tudo.

 

 

Você pode se interessar

ONU e Western Digital anunciam vencedores do desafio ‘Data for Climate Action’
Notícias
4 visualizações
Notícias
4 visualizações

ONU e Western Digital anunciam vencedores do desafio ‘Data for Climate Action’

Carlos L. A. da Silva - 30 de novembro de 2017

Proposta era utilizar vasto volume de dados para buscar soluções inovadoras para a ação climática no mundo.

Apple lança quatro comerciais do iPhone X de uma vez
Notícias
3 visualizações
Notícias
3 visualizações

Apple lança quatro comerciais do iPhone X de uma vez

Carlos L. A. da Silva - 30 de novembro de 2017

Empresa mira nas compras de Natal e exalta algumas das características de seu novo smartphone. Confira!

Cyber Monday foi o dia de maior venda online da História
Notícias
1 visualizações
Notícias
1 visualizações

Cyber Monday foi o dia de maior venda online da História

Carlos L. A. da Silva - 30 de novembro de 2017

Promoções no comércio eletrônico na última segunda-feira bateram recordes nos Estados Unidos, confirmou plataforma de análise de dados da Adobe.

Deixe um Comentário

Your email address will not be published.

Mais publicações

Windows 10 atinge a marca de 600 milhões de dispositivos
Notícias
3 visualizações
3 visualizações

Windows 10 atinge a marca de 600 milhões de dispositivos

Carlos L. A. da Silva - 30 de novembro de 2017
YouTube ganha modo “Stories”
Notícias
1 visualizações
1 visualizações

YouTube ganha modo “Stories”

Carlos L. A. da Silva - 30 de novembro de 2017
Confira a lista de jogos da PlayStation Plus para Dezembro
Notícias
10 visualizações
10 visualizações

Confira a lista de jogos da PlayStation Plus para Dezembro

Carlos L. A. da Silva - 29 de novembro de 2017