ZeniMax abre processo contra a Samsung por Realidade Virtual

A gigante dos jogos eletrônicos ZeniMax, proprietária da produtora Bethesda, entrou com um novo processo na Justiça dos Estados Unidos, desta vez contra a Samsung.

A empresa sul-coreana é acusada de se aproveitar de tecnologia de Realidade Virtual que teria sido furtada pela Oculus e pertenceria à ZeniMax.

Em Fevereiro, a ZeniMax saiu vitoriosa dos tribunais após provar que a Oculus praticou atos ilegais e quebrou contratos estabelecidos para o desenvolvimento de sua plataforma de Realidade Virtual. Na ocasião, a vencedora prometeu que iria continuar a briga “para assegurar que não haja nenhum uso continuado de nossa tecnologia capturada”. Agora é a vez da Samsung e seu Gear VR sentarem no banco dos réus em um novo processo.

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Apesar de ser um produto da Samsung, o dispositivo de Realidade Virtual traz estampado em sua própria estrutura que é movido por tecnologia da Oculus. Uma vez que John Carmack, ex-CEO da id Software, foi peça fundamental para o desenvolvimento do aparelho da Samsung assim como foi para a produção do Oculus Rift, a ZeniMax, que comprou a id Software, alega que o engenheiro de computação utilizou técnicas e conhecimentos que eram de propriedade de sua antiga empresa e, consequentemente, pertenciam à ZeniMax.

Agora, a fabricante sul-coreana é acusada de se aproveitar de uma tecnologia que não lhe pertence. Mais: a ZeniMax acredita que a Samsung estava ciente das alegações de furto de tecnologia por parte da Oculus e de John Carmack e foi adiante com o desenvolvimento do Gear VR assim mesmo. O processo movido contra a Samsung implica que a empresa pode ser culpada de violação de direitos autorais, competição desleal, enriquecimento ilícito e apropriação indevida de segredos comerciais.

A ZeniMax exige uma indenização proporcional às vendas do Gear VR. Até o momento, a Samsung não se manifestou sobre o processo.

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