Waymo alega que Uber sabia de furto de informações antes da compra da Otto

O processo movido pela Waymo, divisão de carros autônomos da Alphabet, contra o Uber acabou de ficar mais complicado: supostamente existem provas de que a empresa sabia que a Otto havia furtado informações do Google.

Comunicações realizadas entre a diretoria do Uber e da Otto estão sendo anexadas ao processo e demonstrariam que Travis Kalanick, ex-CEO do Uber, e outros executivos sabiam que diretor da Otto possuía 5 CDs lotados de documentação que pertencia ao Google.

Desde o início do embate judicial, a Uber vem buscado se distanciar do que defende ter sido uma atitude isolada da Otto. A empresa de caminhões autônomos, fundada por ex-engenheiros da divisão de veículos inteligentes do Google, teria criado sua tecnologia baseada em documentações e pesquisas realizadas enquanto seus desenvolvedores ainda trabalhavam para o Google e seriam propriedade do Google. Até o momento, o Uber vem alegando que não sabia da origem questionável da tecnologia quando comprou a Otto.

O Uber chegou a demitir o antigo diretor e um dos fundadores da Otto, Anthony Levandowski, após sua recusa em colaborar com uma investigação conduzida internamente. Entretanto, segundo a Waymo, “por volta do dia 11 de Março, 2016, o Sr. Levandowski reportou-se para o Sr. Kalanick, Nina Qi e Cameron Poetzscher no Uber assim como a Lior Ron que ele tinha identificado cinco discos em seu poder contendo informações do Google”.

Se comprovado que a cúpula do Uber sabia dos procedimentos ilícitos e antiéticos de Levandowski antes da compra e ainda assim prosseguiu com a aquisição da Otto e se beneficiou da tecnologia trazida pela empresa, a situação na corte de Justiça irá se agravar e a defesa do Uber pode cair por terra.

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