Ubuntu foca na nuvem para atingir em cheio usuário de web

Ubuntu, sistema operacional baseado em linux.
Já se passaram os anos em que software livre era feito para especialistas. Eles, hoje, estão cada vez mais focados na experiência pessoal do usuário de web. A nova versão do sistema operacional Ubuntu, baseado no Linux, foca nos serviços gratuitos na nuvem para atingir o público-alvo, cada dia mais sedento por informação e movido pela possibilidade de ter acesso à “biblioteca virtual privada” a partir de qualquer dispositivo, em qualquer lugar.

É nisso que acredita o gerente geral da Canonical para a América Latina, companhia que trabalha com o software no mundo. Segundo Maurício Pretto, a nova versão do Ubuntu, batizada de Oneiric Ocelot, vai disponibilizar gratuitamente 5GB de espaço para armazenamento de arquivos na nuvem pessoal. Além disso, haverá a possibilidade de sincronização inédita de uma máquina com Ubuntu com outra que roda Windows, o sistema operacional da Microsoft. A nova versão poderá ser baixada a partir do dia 13 de outubro deste ano no site ubuntu.com.

Isso tudo faz parte de um pensamento que extrapola o fato de agradar o usuário de web. “A nuvem é muito importante para nós e para quem quer ter a opção de ter um dispositivo em funcionamento durante 100% do seu tempo”, afirmou Pretto. Para isso, outro serviço incluso na nova versão é o streaming de arquivos de música, por exemplo, diretamente da nuvem para dispositivos móveis com iOS, da Apple, e Android, do Google.

Para a pretensão da Canonical com o Ubuntu, não poderia ficar de fora um sistema de segurança que fosse eficaz quando se fala em armazenar dados fora de um HD físico. Existe um time de segurança, segundo Pretto, responsável por atender as expectativas criadas e tornar o acesso à nuvem, ao sistema de código aberto e à loja de aplicativos da companhia, que foi totalmente redesenhada na nova versão, mais confiável.

Tropicalizar e não traduzir
A palavra de ordem dentro da Canonical quanto o assunto é o sistema operacional Ubuntu é tropicalização, e não tradução. A companhia quer, com isso, priorizar as qualidades locais e entender como cada usuário lida com software dentro do contexto geográfico e cultural em que está inserido.

A isso se deve a mudança de interface na nova versão, que pretende deixar a experiência online mais intuitiva. “A gente vai adaptando o que a gente enxerga e mantém aquilo em que a gente acredita como sendo demandas globais”, falou Pretto, concluindo que o trabalho da companhia é entregar a melhor interface possível para o usuário. E lógico, de quebra, fedelizar o público.

Com informações de Terra.