Trump propõe aliança para segurança digital com Putin… mas muda de ideia logo depois

Nesse Domingo, após um encontro com o presidente da Rússia Vladimir Putin, durante a reunião do G20, Donald Trump anunciou pelo Twitter que seria criada uma “unidade de Cyber Segurança” em parceria com a Rússia.

Entretanto, pouco mais de 13 horas depois, através da mesma rede social, o presidente dos Estados Unidos descartou permanentemente a possibilidade.

Pela manhã, o Republicano parecia entusiasmado com a ideia: “Putin e eu discutimos a formação de uma unidade de Cyber Segurança impenetrável, de forma que hacking de eleições e muitas outras coisas negativas seriam protegidas e seguras”. Vale lembrar que a Rússia é suspeita de interferir no processo eleitoral de diversos países através de ações eletrônicos, inclusive nos Estados Unidos.

A proposta encontrou opositores dentro do próprio partido de Donald Trump e repercutiu ao longo da tarde de Domingo. Para o Senador da Carolina do Sul, Lindsey Graham, “essa não é a ideia mais idiota que eu já ouvi, mas chega bem perto”. Segundo o Senador do Arizona, John McCain, membro do comitê das Forças Armadas do Congresso, seria inadmissível que Putin saísse ileso após tentar alterar o resultado das eleições norte-americanas.

Entre os Democratas, a reação foi a mesma. De acordo com Adam Schiff, integrante do Comitê de Inteligência do Congresso, uma parceria com a Rússia para proteger o processo eleitoral é inviável: “se essa é nossa melhor defesa para as eleições, nós poderíamos muito bem enviar nossas cédulas eleitorais pelo correio para Moscou”, zombou.

Mas antes mesmo do Domingo terminar, Trump refutou a aliança: “o fato do Presidente Putin e eu termos discutido uma unidade de Cyber Segurança não significa que eu acredite que possa acontecer. Não pode”, declarou enfático. O presidente dos Estados Unidos não explicou o que o levou a mudar de posicionamento tão rápido.

Vladimir Putin não se pronunciou sobre a confusão, mas o presidente da Rússia vem negando continuamente a ação direta de Moscou sobre as eleições norte-americanas ou de qualquer outro país. Em tom de deboche, entretanto, insinuou que hackers “patrióticos” poderiam agir por conta própria, acreditando “lutar contra aqueles que falam mal da Rússia”.

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