Supercomputador brasileiro é desligado… para economizar na conta de luz

Santos Dummont, a máquina brasileira considerada o mais poderoso supercomputador da América Latina, foi desligado por falta de verba.

Pouco mais de seis meses após sua inauguração, os pesquisadores foram forçados a tomar essa decisão por causa da conta de luz e da falta de repasse do governo para mantê-lo funcionando.

Instalado no Laboratório Nacional de Computação Cientifica (LNCC), na cidade fluminense de Petrópolis, o supercomputador foi motivo de orgulho na sua inauguração, em Novembro passado. “Um antigo sonho da comunidade científica brasileira era ter acesso a computadores mainframe que permitissem fazer ‘Grande Ciência’ de maneira altamente competitiva. A instalação do Santos Dumont, como nó central do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho – SINAPAD, transforma esse sonho em realidade”, chegou a afirmar Pedro L. da Silva Dias, diretor do LNCC.

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Entretanto, o consumo mensal de energia do Santos Dummont chegava a meio milhão de reais, o que correspondia a mais da metade da verba alocada para o LNCC. Segundo fontes internas, o governo federal não reajustou o orçamento destinado à manutenção do laboratório e se tornou economicamente inviável manter o supercomputador em funcionamento.

O laboratório alerta as autoridades que a inatividade do equipamento pode gerar danos irreparáveis. Com um custo de fabricação de 60 milhões de reais, o Santos Dummont nasceu de uma parceria estatal com a iniciativa privada, através do apoio da Intel e da Atos. Refrigerado à água, sua infraestrutura depende da alimentação elétrica para ser preservada.

 

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