SBT, Rede TV e Record vão sair da TV por assinatura

Depois de uma longa e atribulada negociação, os canais de TV aberta SBT, Rede TV e Record declararam que vão retirar a oferta de sua programação de todas as operadoras de TV por assinatura.

As três emissoras haviam fundado a parceria Simba Content para negociar a venda de seu conteúdo para as operadoras, até então transmitido de graça, mas não foi alcançado um acordo de direitos autorais.

Em um comunicado que vem sido veiculado através das três emissoras, a aliança joga a culpa nas operadoras, que “se recusam a negociar os direitos de transmissão com Record, RedeTV e SBT, ao contrário do que já fazem com grupos estrangeiros e até com outras emissoras nacionais”. A mensagem também lamenta o que chamou de “falta de diálogo das operadoras”. Entretanto, a Simba tem afirmado que as negociações não irão terminar até o último minuto e que e “fará todo o esforço para que o cliente dessas empresas não fique sem o conteúdo das três emissoras”.

A data de 29 de Março coincide com o desligamento do sinal analógico em São Paulo, um dos pilares da implantação da TV digital em todo o país. De acordo com a Simba, caso não seja mesmo possível um acordo de última hora com as operadoras de TV a cabo, os telespectadores poderão assistir o mesmo conteúdo de graça com sinal digital.

Mas a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) acredita que as três emissoras escolheram um péssimo momento para endurecer as negociações, após um tradicional período de parceria com as operadoras, sem custo para os envolvidos ou para o assinante. “Todas as empresas do setor estão se esforçando ao máximo para reduzir seus custos. Em um momento economicamente difícil como este, qualquer ideia que possa onerar o setor e, consequentemente, o assinante, seria suicídio para a indústria de TV paga”, avaliou Oscar Simões, presidente da entidade.

Simões deixou claro que a ABTA não está envolvida nas conversas entre as partes: “esse é um assunto que não cabe a ABTA resolver. Cada operadora negocia de forma isolada”. E acrescentou: “se o dono do sinal não quiser mais que seu conteúdo seja carregado, as operadoras não podem fazer nada. E, justamente por não terem esse poder de decisão, não podem ser penalizadas por isso. Mas espero que todas as partes tenham bom senso”.

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