Rolls-Royce quer barco autônomo para operações militares

Depois do navio de carga autônomo, era apenas uma questão de tempo até alguma empresa propor uma embarcação militar sem tripulantes e controlada por Inteligência Artificial.

O projeto foi apresentando nessa terça-feira pela Rolls-Royce que acredita que seu modelo seria capaz de realizar patrulhas, detectar e desarmar minas e monitorar atividade inimiga sem um único humano a bordo.

Benjamin Thorp, Gerente Geral da Divisão de Engenharia Naval, Automação e Controle da empresa revelou que “a Rolls-Royce está vendo interesse das principais Marinhas em navios autônomos, ao invés de remotamente controlados. Tais embarcações oferecem uma forma de entregar uma capacidade operacional ampliada, reduzem o risco da tripulação e cortam tanto os custos operacionais quanto os de construção”.

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Pensando nessas necessidades do setor, a Rolls-Royce apresentou um projeto de um barco autônomo com cerca de 60 metros de comprimento, capaz de desenvolver velocidade máxima de 25 nós e se manter operando por 100 dias consecutivos sem intervenção humana. Com tecnologia proprietária, seu sistema de propulsão é totalmente elétrico, o que reduz a necessidade de sistemas auxiliares, como lubrificação e refrigeração, tornando o navio menos propenso a falhas que exigiriam reparos realizados por uma tripulação.

“Nos próximos dez anos, a Rolls-Royce espera ver a introdução de plataformas não-tripuladas de médio porte, principalmente nas Marinhas de liderança, na medida em que o conceito de frotas mistas tripuladas e não-tripuladas se desenvolve”, afirma Thorp. “Com a nossa experiência e capacidades, nós esperamos liderar o setor”, conclui o executivo.

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