Reino Unido quer quebrar a criptografia do WhatsApp

Autoridades do Reino Unido querem encontrar uma forma de quebrar a criptografia do WhatsApp e exigem a colaboração de seus desenvolvedores para a criação de uma backdoor no serviço.

Na última quarta-feira, o terrorista Khalid Masood envolvido no ataque da ponte de Westminster enviou uma mensagem pelo aplicativo minutos antes de provocar a morte de quatro pessoas e ferir dezenas.

Até o momento, a polícia não tem como descobrir o conteúdo da mensagem criptografada por padrão. Ainda assim, as investigações já detiveram dois homens não identificados que podem ter ligação com o atentado e com Masood. Amber Rudd, Secretária de Estado para Assuntos Internos do Reino Unido, criticou duramente o WhatsApp durante entrevistas, ressaltando que a empresa precisa colaborar com as demandas da investigação: “esse terrorista enviou uma mensagem de WhatsApp e ela não pode ser acessada (…) É completamente inaceitável”, reclamou.

“Nós precisamos nos certificar que organizações como o WhatsApp – e há muitas outras como essa – não ofereçam um espaço secreto para terroristas se comunicarem uns com os outros”, declarou a Secretária de Estado. Ela defende a criação de um sistema que permita que autoridades policiais, com o devido mandado de busca, consigam quebrar a criptografia, monitorar e acessar a íntegra de mensagens trocadas através desses serviços, a exemplo do que já acontece com grampos telefônicos.

A maior preocupação das autoridades no momento é descobrir se Masood agiu sozinho ou se fazia parte de uma célula extremista, para evitar futuras ações em solo britânico. Rudd afirmou que deseja que “as empresas de tecnologia reconheçam que têm responsabilidades e precisam se envolver com os governo se com as agências de aplicação da lei em casos de terrorismo”.

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