Nova Zelândia determina que Kim Dotcom pode ser extraditado para os EUA

Depois de um longo processo, que chegou a ser transmitido pelo YouTube, Kim Dotcom perde a batalha judicial e pode mesmo ser extraditado para os EUA onde enfrentará uma série de acusações.

A Auckland High Court da Nova Zelândia determinou que as alegações de violação de copyright não justificam a deportação do fundador da Megaupload, mas Dotcom deverá responder por fraude na corte norte-americana.

Através do Twitter, o polêmico empresário comentou: “eu não estou mais sendo extraditado por causa de copyright. Nós vencemos nesse sentido. Eu estou agora sendo extraditado por uma lei que nem mesmo se aplica”. Além de ter operado um dos maiores serviços de hospedagem de conteúdo pirata do planeta, Kim Dotcom também está sendo acusado de conspiração para cometer extorsão, conspiração para lavagem de dinheiro e fraude fiscal. 

O fundador do Megaupload ainda pode apelar da decisão na Corte de Apelações da Nova Zelândia, mas suas chances de escapar da Justiça norte-americana estão diminuindo. Desde que o site foi fechado em 2012, as autoridades do país tentam capturar e condenar Kim Dotcom por sua operação. Uma batalha judicial em 2015 na Nova Zelândia em 2015 decidiu de forma favorável ao empresário, mas o caso foi agora para uma instância superior que autorizou a extradição.

Segundo a Justiça norte-americana, Kim Dotcom e seus três associados causaram um prejuízo de meio bilhão de dólares à indústria cinematográfica e fonográfica ao permitirem e incentivarem o armazenamento de arquivos protegidos por direito autoral no Megaupload e teriam faturado cerca de US$175 milhões ilegalmente com a operação. Agora, Kim Dotcom, Mathias Ortmann, Bram van der Kolk e Finn Batato podem ser extraditados para um julgamento nos Estados Unidos.

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