Microsoft vai armazenar dados em DNA

A Microsoft se uniu à startup Twist Bioscience e a University of Washington nos Estados Unidos para iniciar um projeto de armazenamento de dados em moléculas de DNA sintéticas.

O objetivo é armazenar grandes quantidades de dados utilizando o mínimo de espaço em um material de extrema durabilidade: teoricamente, um grama pode guardar 700 TB por milhares de anos.

A notícia vem dias depois do anúncio feito por pesquisadores da mesma universidade, que desenvolveram uma nova técnica de armazenagem e recuperação de dados em DNA que permite a gravação e a leitura de informações de uma forma similar aos discos rígidos convencionais. Ainda não foi revelado que tipos de dados a Microsoft planeja estocar nas moléculas sintéticas, mas com divisões inteiras de suas operações dedicadas ao big data e armazenamento em nuvem, o potencial para a tecnologia é praticamente infinito.

Apesar do desenvolvimento avançado do armazenamento em DNA e de ter adquirido recentemente a empresa israelense Genome Compiler Corporation, a Twist Bioscience acredita que ainda deve demorar alguns anos para conseguir oferecer um produto comercial. Aparentemente, a Microsoft está interessada em ser o primeiro ou mesmo único cliente da fila.

Segundo o pesquisador da Microsoft Doug Carmean, “a fase de teste inicial com a Twist demonstrou que nós poderíamos codificar e recuperar 100 por cento dos dados digitais de um DNA sintético”. Emily Leproust, CEO da Twist Bioscience, também demonstrou empolgação com o futuro da tecnologia: “você poderia guardar todo o conhecimento do mundo inteiro dentro do porta-mala de um carro”.

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