Microsoft e Amazon se juntam a processo para barrar decreto anti-imigração nos EUA

O procurador-geral do estado de Washington Bob Ferguson entrou com um processo na Justiça para barrar decreto do presidente Donald Trump e tanto a Amazon quanto a Microsoft se juntaram à causa.

O alvo da ação é a Ordem Executiva assinada na sexta-feira pelo Republicano, que limitava drasticamente a entrada de estrangeiros de sete países nos Estados Unidos e provocou uma forte reação das empresas de tecnologia.

“Ninguém está acima da lei, nem o presidente”, declarou o procurador-geral durante uma coletiva para a imprensa. E reforçou: “em um tribunal, não é a voz mais alta que prevalece, mas a Constituição”, defendendo a posição de que o decreto de Donald Trump seria inconstitucional. No momento, os efeitos do decreto estão bloqueados por uma decisão de um juiz federal de Nova York, mas o processo de Ferguson pretende anular por completo várias partes da Ordem Executiva.

A Microsoft se juntou ao processo oferecendo informações que possam validar sua necessidade e se prontificou a testemunhar de forma favorável caso seja necessário. Jeff Bezos, CEO da Amazon, garantiu que a equipe jurídica da empresa já “tem preparada uma declaração de apoio para o procurador-geral do estado de Washington que está abrindo um processo contra a ordem”. A Expedia também prometeu se juntar à luta e apoiar Ferguson.

De acordo com o processo, a posição adotada pela administração de Donald Trump, está “separando famílias de Washington, prejudicando milhares de residentes de Washington, causando dano à economia de Washington, ferindo empresas baseadas em Washington, e limitando o interesse soberano de Washington em continuar sendo um lugar hospitaleiro para imigrantes e refugiados”. Com sede em Seattle, Washington e adjacências, Microsoft, Amazon e Expedia são as gigantes de tecnologia em posição de apoiar o procurador-geral do estado.

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