McDonald’s inicia testes de aplicativo móvel para pedidos nos Estados Unidos

Bem depois do Starbucks e do Domino’s, a cadeia de lanchonetes McDonald’s está finalmente iniciando os testes de seu aplicativo móvel para pedidos nos Estados Unidos.

A empresa está correndo atrás da vanguarda tecnológica e atribui o atraso ao dilema de como otimizar sua produção para conseguir atender ao fluxo de clientes proporcionados por aplicativos móveis.

É importante que, ao realizar o pedido à distância, o usuário chegue na loja e já encontre sua refeição pronta, com a mesma qualidade e frescor de quem aguardou na fila. Esse desafio da mobilidade tem tirado o sono até mesmo de pioneiros como o Starbucks, que estão vendo um aumento expressivo do número de consumidores móveis e estão lutando para manter o atendimento fluindo em suas unidades.

“Nós não podemos impactar a velocidade ou a qualidade de nossa comida”, explica Jim Sappington, Vice-Presidente Executivo do McDonald’s da divisão de Operações, Digital e Tecnologia. Ele explicou em entrevista para a agência de notícias Reuters que a cadeia está adaptando suas cozinhas para flexibilizar o atendimento e se adaptar aos usuários móveis, automatizando tarefas e liberando os funcionários para outras atividades, como o processo de entrega em veículos para quem fez o pedido em trânsito.

Sobre a demora do McDonald’s em entrar no competitivo espaço dos aplicativos, Sappington foi taxativo: “é melhor fazer certo do que ser o primeiro no mercado”. Por enquanto, a empresa está caminhando em passos calculados e apenas 29 lojas nas cidades de Monterey e Salinas, no estado norte-americano da Califórnia, estão operando com o sistema de aceitar pedidos por dispositivos móveis. Essa semana a iniciativa irá se expandir para outras 51 restaurantes na cidade de Spokane, no estado de Washington.

De acordo com o executivo, a meta é levar o sistema para todos os 14 mil pontos do McDonald’s nos Estados Unidos até o final do ano, assim como outros 6.000 restaurantes no Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Austrália e China.

Queremos saber sua opinião