Governo brasileiro quer mais controle sobre o WhatsApp

O atrito entre o aplicativo de mensagens WhatsApp e as autoridades brasileiras ainda está muito longe de acabar: governo estuda formas de aumentar o controle sobre suas operações.

Durante o evento Security Leaders, sobre segurança da informação, ocorrido em São Paulo, representantes do Ministério Público e da Polícia Civil debateram formas de regulamentar aplicativos no país.

Para Augusto Rossini, procurador do Ministério Público de São Paulo, “é preciso que se crie uma normativa clara, com a criação de uma agência que pudesse fiscalizar e regulamentar todos os aplicativos que queiram atuar no Brasil”. Rossini acredita que “só assim o Brasil poderá exercer a sua soberania”. Ele defende o uso de regras no setor: ” quer operar no país? Então são obrigados a andar conforme as nossas regras, mas como elas não existem acabam fazendo o que bem entendem”.

Sua posição encontrou eco no discurso de José Mariano Araujo Filho, especialista em Investigação de Cibercrimes e Inteligência da Polícia Civil, que defende estar acontecendo uma distorção de valores, quando se afirma que o WhatsApp seja um serviço essencial. “Se por algum motivo comercial, o WhatsApp deixar de operar no Brasil, no segundo seguinte os consumidores terão a sua mão outras opções”, declarou o especialista. Então, ele não entende a revolta quando o serviço é bloqueado pela Justiça.

O policial civil defende todos os casos em que o aplicativo de mensagens foi suspenso no país: “não se trata apenas de casinhos em São Bernardo e em Lagarto. Mas, sim, de impedir que criminosos atuem livremente em apps como o WhatsApp”, explicou.

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