Golpistas cobravam bitcoins de parentes de pacientes de hospital em São Paulo

Parentes de pacientes do Hospital Municipal Irmã Dulce, localizado em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, foram surpreendidos por uma quadrilha de golpistas que exigia pagamentos em bitcoins.

Fingindo serem falsos médicos, os criminosos cobravam depósitos na moeda virtual para agilizar exames, transferências e até procedimentos de emergência.

Os golpistas atacaram vítimas que possuíam parentes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Irmã Dulce e a administração do hospital está investigando juntamente com a Polícia Civil como a quadrilha obteve acesso aos dados privados de contato das pessoas afetadas. Essa não é a primeira vez que o Hospital Municipal é palco desse tipo de ação e possui até mesmo uma campanha preventiva para alertar parentes e pacientes evitarem cair nas mãos estelionatários.

Mas essa foi a primeira vez que o pagamento exigido pelos criminosos deveria ser feito em uma criptomoeda. Após o caso de sequestro registrado no mês passado, tudo indica que o submundo do crime no Brasil descobriu as vantagens do anonimato oferecido pelas moedas digitais. No caso de Praia Grande, os golpistas chegaram a cobrar o equivalente a R$ 1,8 mil para a realização de uma suposta operação “com urgência” em um paciente que correria risco de morte.

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