FBI encerra oficialmente processo contra a Apple

Acabou. A longa novela do impasse entre o FBI e a Apple em relação ao iPhone bloqueado, que se arrasta desde Fevereiro, chegou ao fim, com a agência do governo desistindo do processo contra a empresa americana.

Em um comunicado curto, mas decisivo, o Departamento de Justiça afirma que a ajuda da Apple não é mais necessária e o caso está oficialmente encerrado.

“O governo acessou com sucesso agora os dados armazenados no iPhone de Farook e, doravante, não requisita mais a assistência da Apple”, afirma o comunicado enviado à Corte. Não há qualquer menção ao método utilizado para quebrar a segurança do smartphone utilizado por um dos terroristas envolvidos no tiroteio de San Bernardino, em Dezembro passado.

Inicialmente, o FBI alegava que a ajuda da Apple era fundamental para acessar o conteúdo do dispositivo bloqueado e insistiu nesse argumento por meses. Tim Cook, CEO da Apple se posicionou contra a solicitação da agência governamental por temer a criação de um precedente que colocaria em risco a segurança e a privacidade de todos os usuários de produtos da empresa. O caso dividiu a opinião pública e a indústria da tecnologia.

Criado o impasse, o caso foi parar na Justiça. Entretanto, faltando menos de 24 horas para a primeira audiência nos tribunais, o FBI solicitou um adiamento por ter supostamente encontrado uma forma alternativa de acessar o iPhone 5C de Syed Farook. As autoridades estariam contando com a ajuda de uma terceira parte, de fora dos Estados Unidos, cuja identidade não foi revelada.

Especula-se que uma empresa israelense possa estar por trás da solução que permitiu o acesso aos dados contidos no dispositivo móvel. o FBI tinha até o dia 5 de Abril para apresentar um relatório sobre seu sucesso, mas o sinal positivo já foi concedido no final da tarde de ontem (28 de Março).

Apesar da vitória sem luta da Apple, o Departamento de Justiça emitiu um comunicado oficial em que sustenta que pode precisar da colaboração de quem for, seja voluntária ou através dos tribunais, para garantir a segurança nacional: “permanece uma prioridade para o governo assegurar que as forças da lei possam obter informações digitais cruciais para proteger a segurança nacional e o bem-estar público, seja com a cooperação de partes relevantes ou através do sistema judiciário”.

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