Facebook acata decisão da Justiça eleitoral e tira do ar página de paródia

Foi por pouco, por muito pouco que o Facebook quase foi suspenso em todo o Brasil ontem, por determinação da Justiça Eleitoral de Santa Catarina.

Na última hora, a rede social acatou a decisão do juiz Renato Roberge e tirou do par uma página de paródia que estaria difamando um candidato à prefeitura de Joinville.

O perfil da polêmica, batizado de “Hudo Caduco”, publicava conteúdos considerados ofensivos para o candidato a prefeito Udo Döhler (PMDB), chegando a insinuar que o político teria ligações com o nazismo. A determinação da Justiça era que o perfil fosse removido durante o período que antecede o segundo turno e que o responsável fosse identificado.

Em comunicado, o Facebook declarou que “tem profundo respeito pelas decisões da Justiça brasileira e cumpriu a ordem judicial dentro do prazo estabelecido”. A rede social não se manifestou sobre a autoria da página. Em seguida à remoção do perfil, foi criado um novo endereço, chamado de “Hudo Caduco Cover”, que continha rigorosamente o mesmo conteúdo disponível anteriormente. Essa segunda página também já foi removida, sem necessidade de pedido judicial.

A decisão do juiz Roberge previa multa diária de R$30 mil caso o Facebook se recusasse a remover o perfil de seu sistema, assim como uma suspensão de operação em todo o Brasil por um prazo de 24 horas, renovável se a rede social continuasse a desobedecer a ordem da Justiça. Durante o período, o Facebook teria que orientar os usuários e esclarecer que o serviço estaria inacessível por “”desobediência da legislação eleitoral”.

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