Drone em forma de ave de rapina pode proteger aeroportos

Revoadas de pássaros ou mesmo um único pássaro grande podem representar um risco grave a aeronaves na proximidade de aeroportos. Como resolver esse problema? Com um drone, é claro.

Robird se assemelha a um falcão de verdade, bate as asas e plana e é capaz de afastar outras aves, que tentam evitar o possível predador.

“A teoria é simples”, explica Wessel Straatman, um dos engenheiros que concebeu o falcão mecânico. “Pássaros sabem que aves de rapina são territoriais. Quando nós voamos o Robird em uma área, outros pássaros aprendem que é perigoso estar lá. Como resultado, eles evitam a área, resolvendo o problema por um período de tempo”. O padrão de voo do drone foi trabalhado durante 15 anos para simular o comportamento exato de um predador espreitando nos céus. Confira:

Robird não será comercializado como um produto, mas um serviço oferecido pela Clear Flight Solutions, desenvolvedora do projeto. Junto com o drone, a empresa cede um observador e um piloto especializado que controla o falcão biônico com naturalidade e consegue domínio do espaço aéreo: “nós podemos conduzir as aves na direção que nós quisermos, muito parecido com a forma como um cão pastor pode ser utilizado para controlar ovelhas”, se gaba Robert Jonker, gerente de operações.

Por enquanto a Clear Flight Solutions atende somente em seu país natal, na Holanda. E o serviço não é barato: um dia de falcoaria eletrônica pode sair entre US$1000 e US$1500, dependendo do local e das circunstâncias. Mas a empresa afirma que está prestes a aumentar a escala do projeto e levar os Robirds para os Estados Unidos. Segundo Jonker, já há interesse tanto por parte de aeroportos civis quanto militares no uso da tecnologia.

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