Custo de produção do iPhone poderia dobrar se fabricação fosse feita nos Estados Unidos

Segundo o jornal japonês Nikkei Asian Review, a Apple já estaria estudando a transferência da produção do iPhone para solo americano, contratando mão-de-obra local.

Entretanto, segundo a análise preliminar encomendada pela empresa, o custo de fabricação do smartphone dobraria com a mudança, o que poderia impactar significativamente seu preço nas prateleiras.

Uma fonte próxima aos envolvidos cita que “a Apple pediu em Junho tanto para a Foxconn quanto para a Pegatron, as duas montadoras do iPhone, para avaliarem a possibilidade de fabricarem iPhones nos Estados Unidos. A Foxconn concordou, enquanto a Pegatron se recusou a formular tal plano devido a preocupações com custos”. Entende-se então que a Apple já estava se preparando para a eventual vitória do candidato republicano Donald Trump nas urnas, um dos mais ferrenhos críticos da estratégia da empresa de globalizar a produção do smartphone.

Um dos pilares da plataforma que elegeu o bilionário para o cargo de Presidente dos Estados Unidos é justamente trazer de volta as vagas de trabalho terceirizadas para países com menor custo de volta para o solo americano, para resolver o crescimento do desemprego local. “Nós iremos fazer com que a Apple construa seus malditos computadores e coisas nesse país ao invés de em outros países”, proferiu Trump textualmente durante a campanha.

Entretanto, conforme analistas já ressaltaram, o custo de produção de produtos manufaturados pode se elevar drasticamente, impactando a economia. “Fabricar iPhones nos Estados Unidos significaria que o custo iria mais do que dobrar”, revelou a mesma fonte para o Nikkei Asian Review. Oficialmente, nem a Apple, nem a Foxconn ou a Pegatron se manifestaram publicamente sobre a reportagem.

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