Barack Obama critica os infames “boatos de Facebook”

Não é só que fica incomodado com a grande quantidade de boatos e informações falsas que circulam no Facebook… ninguém menos que Barack Obama também criticou o que chamou de “mentiras descaradas”.

O  Presidente dos Estados Unidos declarou durante um discurso de apoio à candidata Hillary Clinton que as pessoas estão acreditando em qualquer coisa que aparece nas redes sociais e isso é ruim.

“A forma como a campanha (eleitoral) se desenvolveu, nós apenas começamos a aceitar coisas loucas como normal se as pessoas simplesmente repetirem os ataques por tempo suficiente e as mentiras descaradas de novo e de novo”, desabafou Obama. Segundo ele, as pessoas teriam perdido o senso crítico: “desde que esteja no Facebook, e as pessoas possam ver, desde que esteja nas mídias sociais, as pessoas começam a acreditar e isso criar essa nuvem de poeira de incoerência”.

A crítica de Obama vem como o ponto final de uma das mais escandalosas e divididas disputas eleitorais das últimas décadas nos Estados Unidos, com múltiplas acusações de ambos os lados da disputa, muitas delas infundadas, e uma enxurrada de boatos propagados nas redes sociais. Qualquer semelhança com o comportamento do eleitor nas redes sociais em outros países não é mera coincidência…

Um levantamento recente realizado pelo Buzzfeed constatou que quase 40% das postagens publicadas em perfis de extrema direita nos Estados Unidos continham informações falsas ou incompletas. Recentemente, o mesmo Buzzfeed descobriu uma rede de adolescentes da Macedônia que fabricava notícias pró-Trump para angariar cliques e faturar em publicidade no Facebook, sem nenhum vínculo com fatos concretos.

O Facebook vem lutado nos últimos anos para impor um filtro capaz de gerenciar histórias fictícias disfarçadas de notícias em sua linha do tempo, mas não vem obtendo êxito. Sua tentativa de utilizar editores humanos na rede social foi atacada por supostamente favorecer determinadas linhas de pensamento. Em seguida o Facebook adotou algoritmos para eliminar conteúdo falso, mas falhou novamente e uma das reportagens mais compartilhadas nos Estados Unidos durante um período era completamente inventada.

Na ausência de uma posição mais eficiente do Facebook, só resta aos usuários da rede social utilizar o bom-senso e checar as fontes antes de compartilhar ou curtir conteúdo publicado.

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